sexta-feira, 5 de junho de 2015

Cordel da TELEXFREE


Surgiu em dois mil e doze
Em quase todo o Brasil
Um esquema fraudulento
Algo que jamais se viu
Oferecendo fortunas
E muita gente caiu

O que chamou atenção
Pra todo mundo entrar
Foi ver pobre de Ferrari
Parando de trabalhar
Pastor dizendo na igreja:
Deus vai te abençoar

  Era um nome muito estranho
Que traria conseqüência
Chamado TELEXFREE
Que logo virou tendência
Dela ninguém escapou
Até quem tinha influência

Policial militar
Professor e engenheiro
Médico e advogado
Fazendeiro e até coveiro
Todo mundo quis entrar
Até mesmo o macumbeiro

Era muita propaganda
Causando admiração
Roubaram até Santa Rita
De tanta fascinação
A moda era ter dinheiro
E fazer ostentação

O povo já não comprava
Pois só queria vender
Teve quem vendesse a casa
E entregasse sem saber
Quase todo seu dinheiro
Sem nada compreender

Imagine meu amigo
Você dar tudo o que tem
Confiando numa empresa
Que surgiu lá do além
Investindo seu dinheiro
Ficando sem um vintém

Só que o tempo foi provando
Que tudo era maquiagem
E  o dinheiro prometido
Não passava de miragem
E a justiça interpretando:
Tudo isso é malandragem

Temos que admitir:
O povo não foi prudente
Pois em vão acreditou
Em um golpe decadente
Que apesar da esperteza
Provou ser incompetente

Termino aqui os meus versos
Dizendo com segurança
Que esse esquema fraudulento
Ainda tem esperança
Pois o homem novamente
Agirá igual criança

Fica aqui o meu conselho
Seja sempre curioso
Mas evite ingressar
Naquilo que é duvidoso
Pois pirâmide financeira
É um bicho perigoso!

Autor: Paulo César de Araújo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

“Não é o poder que corrompe o homem. O homem é que corrompe o poder”!