Por IG
Quem encontra o empresário Marcelo Veneroso, 55, em situações profissionais não imagina que por trás do comprometimento e do extenso currículo que construiu ao longo da sua carreira de sucesso já houve um aluno ‘bagunceiro de carteirinha’. Hoje ele é presidente da Neuman & Esser América do Sul, vice-presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), diretor da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e produtor rural.
Aquela dose de indisciplina que fez Veneroso ser expulso da sala de aula e levou a mãe dele a procurar um médico para tentar tratar a sua “hiperagitação” (comuns a tantos outro alunos) vem sendo estudada pela alho acaba sendo negativo para essas crianças”, afirma Ronda.Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores descobriram que esses comportamentos inadequados sob o ponto de vista do professor e prejudiciais nos estudos, na verdade, ajudam essas mesmas pessoas no mercado de trabalho. Orientado pelo professor de economia Nicholas Papageorge, um dos coautores do projeto, o brasileiro Victor Ronda, explica que várias pessoas já haviam explorado a relação entre “mau comportamento” e o mercado de trabalho, mas no novo estudo eles deram um passo adiante, separando o “mau comportamento” na escola em dois componentes distintos: um ligado à depressão (comportamento internalizante) e o outro ligado à agressividade (comportamento externalizante). “Ao fazermos isso, descobrimos uma relação positiva entre o comportamento externalizante aos 11 anos e os salários dessas mesmas pessoas aos 33 anos”, afirma Victor Ronda.
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